A menina e o sapo
Sapo gigante é “adotado” por estudante de medicina veterinária da Ugv
O sapo-cururu de quase 2kg vive no interior de União da Vitória na casa da estudante
Publicado em
30/11/2023 às 16:31
Atualizado em
A menina e o sapo é um clássico poema infantil da autora Márcia Paganini Cavéquia que conta a história de uma menina que encontrou um sapo e deste encontro inusitado tornou-se a princesa-sapa.
Na vida real um encontro semelhante a este aconteceu na Ugv Centro Universitário. A acadêmica de medicina veterinária Giorgia Delvoss Sikorski, que também é estagiária da recepção da instituição, recebeu na quinta-feira, 23 de novembro um senhor que procurava orientação referente a um “grande” animal que havia encontrado próximo da sua casa, “Ele chegou com o sapo em um saco de ração, lindo, enorme e claro que virou a atração na recepção,” contou a estudante.

Com o anfíbio gigante nas mãos, Giorgia lembrou que uns dias antes da situação, ela tinha visto um vídeo de um biólogo que encontrou um sapo enorme e falou, “Meu Deus como eu queria encontrar um assim! Duas semanas depois ele apareceu, foi realmente um sonho. Eu desde criança sempre amei muito os sapos, acho eles lindos” completou Giogia.

A acadêmica procurou os professores de veterinária que olharam o sapo e confirmaram que ele estava bem, sem ferimentos e a sua espécie, um sapo-cururu. Espécie que segundo o professor e veterinário João Estevão Sebben, pode chegar a pesar até 2,5 kg e viver entre 12 a 15 anos. “O sapo-cururu possui glândulas próximo a cabeça que possui um líquido irritante e que pode matar se for ingerido pelos seus predadores” destacou o professor.

O sapo-cururu entregue para a acadêmica era uma fêmea adulta com cerca de 40 cm de comprimento e pesando quase 2kg. “As minhas amigas que trabalham comigo deram o nome para o sapo de Robertão, aí quando descobrimos que ela era uma fêmea devido à coloração, virou a Robertona”, conta em risos a acadêmica.

Giorgia relatou que como a “Robertona” não teria motivos para ficar no hospital veterinário, visto que estava bem, ela levou o anfíbio para a casa de sua mãe, no interior de União da Vitória. “Levei o sapo para a casa da minha mãe, lá tem um quintal bem grande, muito espaço pra ele viver em meio à natureza e com segurança de que ninguém vai matá-lo”, explicou. A mãe, assim como Giorgia, é apaixonada por sapos, “Quando levei o sapo dentro de uma caixinha para casa ela não acreditou, ficou encantada, agora é nosso sapo de estimação. Sapo por sapo lá já tem um monte, mas do tamanho da Robertona, nunca tinha visto”, conta ela.

Assim como na história infantil, Giorgia ganhou uma nova companhia.
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Fonte: Portal da Cidade União da Vitória
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