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Conta de luz fica mais cara no Paraná, e aumento para clientes residenciais será de 20%

Revisão aprovada pela Aneel entrou em vigor nesta quarta-feira (24) e afeta cerca de 5,32 milhões de unidades consumidoras no estado

Publicado em 26/06/2026 às 15:47
Atualizado em

(Foto: Copel)

Desde quarta-feira (24), a conta de luz ficou mais cara para os consumidores da Copel no Paraná. A revisão tarifária periódica aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê reajuste médio de 20,51% para os clientes atendidos pela distribuidora, que soma cerca de 5,32 milhões de unidades consumidoras no estado.

Para os clientes residenciais, o aumento será de 20%. Já os consumidores de baixa tensão terão reajuste médio de 19,85%, enquanto os de alta tensão enfrentarão índice médio de 21,87%.

Segundo a Aneel, os principais fatores que pressionaram o reajuste foram os custos de transmissão e compra de energia, além dos encargos setoriais e de componentes financeiros acumulados no processo tarifário anterior. A revisão, feita a cada cinco anos, também redefine custos eficientes de distribuição, metas de qualidade e perdas de energia para o novo ciclo tarifário.

Em nota, a Copel afirmou que o reajuste da tarifa é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disse que, mesmo com a alta, a tarifa residencial no Paraná deve permanecer entre as mais baixas do Brasil, em torno de R$ 0,76 por quilowatt.

O maior impacto no reajuste é o custo do subsídio à geração distribuída (GD) por meio de placas fotovoltaicas. Segundo a empresa, “do total, 16% correspondem ao impacto causado pela GD, que é paga por todos os consumidores, inclusive quem não possui sistema próprio de geração”, em referência aos subsídios à geração distribuída por placas solares.

Outro dado destacado pela Copel é a divisão do valor pago pelo consumidor. De acordo com a distribuidora, de cada R$ 10 na conta de luz, cerca de R$ 2 remuneram a Copel. Os outros cerca de 80% são destinados à compra e transmissão de energia, encargos federais e subsídios definidos pelo governo federal.

A empresa informa também que o percentual aprovado passou por consulta pública da Aneel e por audiência pública realizada em Curitiba, em 29 de abril, e que trabalha permanentemente junto à Aneel para reduzir impactos tarifários.

Fonte: Diário do Noroeste

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