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INAUGURAÇÃO

Por que a Casa China escolheu União da Vitória para investir?

CEO Douglas Nomura explica a escolha da cidade, destaca a geração de empregos e relembra sua trajetória à frente da rede varejista.

Publicado em 15/10/2026 às 13:58
Atualizado em

(Foto: Milene Eliele/Uniguaçu FM)

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A identificação de um mercado com potencial de consumo em União da Vitória e nos municípios vizinhos levou a Casa China a investir na abertura de uma nova unidade na cidade. Segundo o CEO da rede, Douglas Nomura, estudos de mercado realizados no Paraná e em Santa Catarina apontaram oportunidades para ampliar o acesso da população a produtos para o dia a dia, com variedade e preços competitivos.

A loja será inaugurada neste sábado (17), às 9h, na Avenida Coronel Amazonas de Araújo Marcondes, 220, no bairro Navegantes. O investimento anunciado é de R$ 5 milhões. Com a abertura, a rede chegará a 67 unidades nos estados do Paraná e de Santa Catarina.

Em entrevista à Rádio Educadora Uniguaçu, Nomura explicou que a decisão de investir no município não foi tomada apenas pela localização. A empresa também identificou espaço para oferecer produtos e soluções que, segundo ele, ainda não eram encontrados com a mesma variedade no comércio local.

“Quando nós fizemos o estudo, analisando o Paraná e Santa Catarina, vimos que aqui temos um potencial muito grande de atender uma grande parte da população que mora aqui em União, mas também os municípios ao redor”, afirmou.

Antes de decidir pela instalação, o executivo visitou a cidade, conheceu estabelecimentos comerciais e conversou com moradores. A avaliação foi de que a unidade poderia atender tanto os consumidores de União da Vitória quanto os de municípios próximos.


Preços competitivos e economia para as famílias

Um dos principais objetivos da rede, segundo Nomura, é ajudar os consumidores a economizar nas compras do cotidiano. A proposta é reunir diferentes categorias de produtos em um único espaço e oferecer alternativas com preços competitivos.

O CEO citou como exemplo a compra de utensílios domésticos. Na avaliação dele, encontrar uma panela ou uma garrafa térmica por um preço menor permite que o consumidor destine o dinheiro economizado a outras despesas da casa.

“Nosso principal objetivo de estar colocando a loja aqui em União é gerar economia para as famílias. A gente sabe que o dinheiro está curto e que o poder de compra está complicado”, disse.

A proposta, de acordo com o executivo, também envolve oferecer produtos que ajudem a resolver necessidades práticas, desde a organização da casa até a compra de materiais escolares, ferramentas e itens para diferentes épocas do ano.

Quais produtos e marcas os consumidores vão encontrar?

O mix da Casa China reúne produtos importados e marcas nacionais reconhecidas, como Tramontina, Faber-Castell, Plasvale, Plasútil e Vonder, entre outras.

A variedade inclui utilidades domésticas, utensílios de cozinha, itens para mesa posta, brinquedos, ferramentas, produtos para churrasco e camping, maquiagem, artigos de saúde e beleza, roupas de cama, produtos para banheiro e jardinagem.

A rede também trabalha com artigos sazonais, que acompanham o calendário comercial. Entre eles estão enfeites e produtos natalinos, itens para Páscoa e festa junina, além de materiais escolares e ofertas relacionadas à Black Friday.

Segundo Nomura, a empresa procura ajustar o mix às necessidades de cada período, ampliando a oferta de produtos conforme as datas comemorativas e a procura dos consumidores.

O executivo também destacou a importância da área de papelaria e dos materiais escolares. Para ele, preços mais acessíveis nesses produtos podem ajudar as famílias a comprar os materiais necessários para a educação de crianças e adolescentes.

A unidade de União da Vitória terá mais de dois mil metros quadrados e um mix anunciado de mais de 100 mil produtos, conforme as informações divulgadas sobre a inauguração.

 Mais de mil currículos e 38 contratações locais

A geração de empregos foi outro ponto destacado pelo CEO. Durante o processo de seleção para a nova unidade, a empresa recebeu mais de mil currículos, segundo Nomura.

Ao todo, foram preenchidas 38 vagas, com profissionais de União da Vitória. De acordo com o executivo, as contratações incluem também cargos de liderança, como gerência, subgerência e encarregados.

“Todo mundo que está trabalhando hoje conosco são daqui”, afirmou.

A escolha por profissionais do próprio município, segundo ele, faz parte da proposta de contribuir para a economia local. Além de gerar oportunidades de trabalho, a presença de funcionários que conhecem a cidade pode ajudar no atendimento aos consumidores da região.

Nomura disse que o processo seletivo foi uma experiência positiva para a empresa e destacou a qualidade dos candidatos que participaram da seleção.

Novo ponto comercial pode receber outros empreendimentos

A localização da loja também pesou na decisão de investir em União da Vitória. Segundo Nomura, o terreno fica em uma área com circulação de consumidores e próximo ao supermercado.

O executivo afirmou que investidores avaliam a implantação de um complexo comercial no local, com a possibilidade de reunir outros estabelecimentos. A proposta, segundo ele, é ampliar as opções de compras e serviços e facilitar o acesso da população a diferentes negócios em uma mesma região.

Nomura também mencionou a construção de prédios residenciais nas proximidades como um fator que pode contribuir para o movimento comercial.

Ele destacou ainda a previsão de mais de 200 vagas de estacionamento para o complexo planejado. Esse número se refere ao projeto mencionado pelo executivo, e não deve ser confundido com a estrutura específica da loja.

A expectativa apresentada por Nomura é de que a concentração de estabelecimentos ajude a atrair consumidores e crie oportunidades para outros empreendedores interessados em instalar ou ampliar negócios na região.

Dos bastidores a CEO da Casa China

A história profissional de Douglas Nomura começou muito antes de assumir a liderança da rede. Ele cresceu acompanhando o trabalho da família e teve contato com a rotina da empresa ainda na infância.

A Casa China foi fundada em 1997 pelo pai de Douglas e por um tio de seu pai. A ideia inicial era criar uma loja que vendesse diferentes tipos de mercadorias, incluindo produtos importados do Paraguai e da China. O nome da empresa surgiu nesse contexto.

Na década de 1990, o negócio também foi impulsionado pela popularidade das lojas de R$ 1,99, que ofereciam produtos variados a preços baixos.

Quando tinha cerca de sete ou oito anos, Douglas costumava acompanhar os pais até a loja depois da escola. Como ainda era criança, passava parte do tempo no depósito, onde etiquetava mercadorias e organizava caixas.

“Eu ficava no depósito brincando, eu ainda era criança. Eu ficava etiquetando mercadoria no depósito. Essa era a minha brincadeira”, relembrou.

A convivência com a rotina do comércio e as conversas familiares sobre o negócio contribuíram para que ele desenvolvesse interesse pela empresa. Segundo o executivo, os pais trabalhavam por longas jornadas, especialmente em períodos de maior movimento, como o Natal.

Ele recordou que, naquela época, os pais chegavam a permanecer na loja até a madrugada para reorganizar as mercadorias e preparar o estabelecimento para o dia seguinte.

Para Nomura, essa dedicação teve papel importante na construção da empresa e nas oportunidades que ele e os demais familiares tiveram ao longo da vida.

Primeira experiência como empreendedor foi com importações

Apesar do interesse em trabalhar na Casa China, Douglas não ingressou imediatamente no negócio da família. Aos 18 anos, quando começou a faculdade, manifestou ao pai o desejo de trabalhar com ele e com a mãe. A orientação recebida, porém, foi que buscasse experiência fora da empresa.

Em 2011, decidiu empreender e abriu uma empresa de importação. Ele viajou à China, conheceu fábricas e começou a importar mercadorias.

A primeira tentativa foi com guarda-chuvas, mas o negócio não saiu como planejado. Sem experiência suficiente, ele enfrentou dificuldades e chegou a pensar em desistir.

Segundo Douglas, o incentivo do pai foi importante para que continuasse tentando. Com o tempo, adquiriu conhecimento e desenvolveu a operação, que segue em atividade e passou a ser administrada pelos sócios que ele reuniu ao longo dos anos.

Atualmente, o executivo concentra sua atuação no varejo da Casa China. Depois que a empresa de importação começou a dar resultados, ele voltou a conversar com o pai e passou a trabalhar com a rede familiar.

A experiência, segundo ele, ajudou a desenvolver habilidades que utiliza na gestão do negócio.

Resiliência e os desafios de cada inauguração

Ao falar sobre os desafios da carreira, Nomura afirmou que não considera possível apontar apenas um como o maior. Para ele, cada dificuldade parece a mais importante enquanto ainda não foi superada.

O executivo destacou a resiliência — a capacidade de continuar tentando diante dos obstáculos — como uma característica importante para quem empreende.

Uma das experiências que o marcaram ocorreu durante a preparação de uma inauguração. Ele contou que chegou à loja por volta das 7h do dia anterior à abertura e, quando percebeu, já era 7h da manhã do dia seguinte. O estabelecimento ainda não estava totalmente pronto, e a equipe precisou trabalhar durante a noite para cumprir o cronograma.

Depois de tomar banho, voltou à loja para a inauguração, após mais de 24 horas de trabalho consecutivo.

A experiência, segundo ele, mostrou a importância do planejamento e do cumprimento das datas anunciadas ao público. Quando uma empresa divulga uma inauguração, cria expectativa nos consumidores, o que aumenta a responsabilidade de preparar a operação a tempo.

Ao falar sobre a unidade de União da Vitória, Nomura reconheceu que os primeiros dias podem ter um movimento intenso e que os funcionários ainda estarão aprendendo detalhes da operação. Por isso, pediu compreensão dos consumidores durante o período de adaptação.

Rede mantém foco na nova unidade antes de anunciar expansão

A Casa China pretende continuar crescendo, mas Nomura afirmou que a prioridade, neste momento, é consolidar a operação de União da Vitória.

Segundo ele, a equipe está concentrada em preparar a loja e oferecer a experiência de compra esperada pelos consumidores. O executivo não anunciou novas cidades ou datas para futuras inaugurações.

“Antes de a gente pensar na próxima inauguração ou na próxima loja, nós focamos 100% da energia na loja que a gente vai inaugurar, que é aqui em União”, afirmou.

Fundada em 1997, a empresa ampliou seu portfólio ao longo dos anos e passou a reunir produtos de diferentes categorias, mantendo a proposta de variedade e preços competitivos. Com a nova unidade, a rede alcançará 67 lojas no Paraná e em Santa Catarina.

Ao final da entrevista, Nomura convidou os moradores de União da Vitória e da região a conhecerem a loja e afirmou que haverá ofertas durante a inauguração.

Para o executivo, a chegada da Casa China busca ampliar as opções de compra na cidade, gerar empregos e oferecer alternativas para que as famílias economizem nas despesas do dia a dia.

Fonte: Portal da Cidade União da Vitória

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