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Papo de Especialista

Você sabe a diferença entre fome fisiológica e fome emocional?

Algumas vezes, quando lidamos com situações difíceis ou estressantes podemos apelar para os alimentos para alcançar um conforto.

Postado em 10/11/2021 às 08:30

(Foto: Por Lina Cláudia Sant´Anna, Mestre em Nutrição)

Algumas vezes, quando lidamos com situações difíceis ou estressantes podemos apelar para os alimentos para alcançar um conforto. Comer chocolate, uma pizza ou um pote de sorvete parecer que tudo vai ficar bem. E existe uma razão para isso. Algumas partes do nosso cérebro são recompensadas por comerem alimentos com alto teor de gordura ou de açúcar. E há mais de uma década, estudos de nutrição comportamental e psicologia da alimentação sugerem que qualquer quando recompensamos algum sentimento (seja de tristeza, ansiedade e até mesmo de alegria) este comportamento se repetirá.

No entanto, comer alimentos reconfortantes quando as coisas se tornam difíceis não é uma solução para os desafios da vida. Funciona apenas temporariamente. Pior ainda, causa angústia a longo prazo, pois pode provocar um aumento de peso e aí serão dois problemas a serem resolvidos: o desafio da vida e o desafio de perder peso!

Antes de comer para recompensar algum sentimento com comida tente reconhecer o motivo de você estar com este sentimento. Isso pode facilitar e fazer com que você fique mais resistente à tentação.

Outra forma de controlar a fome emocional é descobrir quais são os seus gatilhos. Mantenha um diário alimentar onde você registra não só o quê e quanto comeu, mas também o que sentiu naquele momento e os motivos que o levaram a comer.

Uma vez reconhecido esse padrão, desenvolva uma estratégia para quebrá-lo Por exemplo, se você come algum alimento porque teve um dia ótimo no trabalho e pensa que o merece, lembre-se que você também merece perder peso, sentir-se saudável e ter orgulho em si próprio. Se come por causa do estresse, aprenda a lidar com isso de outras formas. Yoga, meditação e exercícios regulares podem ajudar a reduzir os níveis de estresse.

As melhores distrações da fome emocional são ações que demoram apenas cerca de cinco minutos - apenas o tempo suficiente para o ajudar a mudar o pensamento.

Algumas ideias para focar em outras coisas que não sejam comida incluem:

• Dar uma volta de cinco minutos a pé ou de carro;

• Colocar a sua música favorita e se der vontade, dançar;

• Chamar algum amigo para conversar;

• Brincar com o seu filho ou com o animal de estimação;

• Ler um livro ou assistir a uma série.

Quanto mais formas você achar para se distrair, mais fácil se tornará, com o tempo, ter fome emocional. Em vez disso, a resistência se tornará o seu novo hábito.

Se não conseguir parar de comer por conta própria, considere recorrer a um psicólogo para uma terapia. Ele poderá te encorajar a descobrir e expor formas de pensamento negativas e improdutivas - como devorar aquela barra de chocolate - e te ensinar a substituir estes padrões de pensamento por outros mais úteis.

Depois, da próxima vez que passar por uma situação difícil, poderá dizer a si próprio: "Estou realmente chateado, mas se comer para me acalmar, também me vou sentir chateado com o meu peso. Em vez disso, vou dar um passeio para me acalmar e sentir-me melhor".

Pode ser necessária uma combinação de profissionais como um psicólogo, um nutricionista e até um profissional de educação física para ajudá-lo com a fome emocional, mas tomar consciência do problema é o primeiro passo para quebrar este ciclo.


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