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SEGURANÇA RURAL

Furto de gado preocupa produtores e gera prejuízos recorrentes em Canoinhas

Pecuaristas relatam perdas frequentes, cobram ações das autoridades e denunciam que criminosos abatêm animais dentro das propriedades.

Publicado em 27/07/2026 às 14:02

(Foto: Reprodução/JMais/ND Mais)

O furto de gado tem se tornado uma preocupação constante para produtores rurais de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina. Conhecido como abigeato, o crime tem sido registrado com frequência em propriedades da região, provocando prejuízos financeiros e aumentando a sensação de insegurança entre quem vive da pecuária. As informações são do portal JMais.

Na localidade de Forquilha, o produtor Adelto Roskanp afirma que já foi vítima do crime diversas vezes. O caso mais recente ocorreu em fevereiro deste ano. Segundo ele, a propriedade comercializa entre 50 e 100 cabeças de gado por semana e os furtos recorrentes têm causado impactos na atividade.

Produtores cobram respostas das autoridades

Além dos prejuízos, produtores afirmam que a falta de solução para os casos tem desanimado quem vive no campo. Um dos entrevistados pelo JMais, que preferiu não se identificar, contou que já perdeu diversas cabeças de gado e diz não acreditar que os boletins de ocorrência tenham resultado em investigações efetivas.

“Nem sei se adianta se envolver com esse troço. Foi várias e várias cabeças. Não foi uma nem duas.” Segundo ele, os furtos já foram comunicados à polícia e até nomes de suspeitos foram informados, mas, até agora, nenhuma providência teria sido tomada.

Adelto também relata que convive com esse tipo de crime todos os anos. “No meu caso, são quatro ou cinco por ano. A gente faz boletim de ocorrência, mas fica a dúvida se isso não está só enchendo gaveta. Tem que ser tomada uma providência urgente. Não dá mais.”

Forma como os animais são abatidos revolta produtores

O abigeato consiste no furto de animais em propriedades rurais. Conforme os relatos, em muitos casos os criminosos abatem o gado ainda na fazenda, sem qualquer controle sanitário, levando apenas a carne e abandonando parte da carcaça no local.

Para Adelto, além do prejuízo financeiro, a forma como os animais são mortos também revolta os produtores. “A gente trabalha com transporte de gado e tem todo um cuidado com o bem-estar animal, para não bater, separar os maiores dos menores. Aí você chega lá e encontra um animal morto na judiaria, na bordoada, a cacete. Você vê que ele sofreu. Eles deixam os pedaços que não querem e vão embora.”

O ND Mais procurou a Polícia Militar para saber quantos boletins de ocorrência foram registrados na região no último ano e como são conduzidas as investigações desse tipo de crime. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte: ND Mais | JMais Canoinhas

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