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VISITA OFICIAL

Jorginho Mello visita áreas atingidas pelas cheias e discute ações em Porto União

Governador afirma que pretende buscar soluções com o Paraná, enquanto município prepara plano para retirar famílias de áreas sujeitas a inundações.

Publicado em 26/09/2026 às 10:39
Atualizado em

(Foto: Prefeitura/divulgação )

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, visitou nesta sexta-feira (25) áreas atingidas pelas recentes cheias em Porto União e discutiu com o prefeito Juliano Hassan medidas de recuperação e prevenção para o município. Entre os temas tratados estão a retirada de famílias de áreas sujeitas a inundações, a construção de moradias e a possibilidade de ações conjuntas com o Paraná para melhorar o escoamento das águas.

Durante a visita, Jorginho afirmou que conversou com o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, sobre medidas que possam contribuir para reduzir o tempo de escoamento da água na região. 

Segundo o governador, a situação exige articulação entre os dois estados, devido às características da bacia hidrográfica e à proximidade entre os municípios de Porto União e União da Vitória.

O governador também mencionou a possibilidade de intervenções para direcionar o fluxo da água e citou exemplos de estruturas em outros municípios. Ele ressaltou, porém, que eventuais medidas precisam ser avaliadas por equipes de engenharia para identificar quais intervenções poderiam contribuir efetivamente para reduzir os impactos das cheias.

Jorginho não apresentou, durante a visita, um projeto definido, prazo ou valor para uma eventual obra.

Plano para retirada de famílias

Durante a conversa, o prefeito Juliano Hassan apresentou ao governador a intenção de criar um plano de recuperação e retirada de famílias que vivem em áreas atingidas pelas enchentes.

Segundo Hassan, a proposta deverá contemplar moradores de regiões como Santa Rosa, Pintado, área industrial e comunidades do interior de Porto União.

O prefeito afirmou que o objetivo é evitar que famílias precisem reconstruir suas casas após cada novo episódio de inundação.

“Não adianta nós retirarmos as pessoas, abrigá-las e depois continuar cada dois ou três anos o mesmo problema”, declarou.

Hassan disse que o município pretende buscar apoio do Governo de Santa Catarina para viabilizar uma área destinada à construção de moradias para famílias atingidas pelas cheias.

Segundo o prefeito, a seleção dos beneficiários deverá observar critérios legais, incluindo vulnerabilidade social e análise individual dos casos.

Moradias

O prefeito também citou o programa Casa Catarina, do Governo de Santa Catarina, durante a apresentação das ações previstas para Porto União.

Na fala, Hassan mencionou a entrega de novas moradias pelo programa. O número exato de unidades citado pelo prefeito, entretanto, será confirmado oficialmente pelo município e pelo Estado antes de ser considerado como dado definitivo.

O objetivo, segundo o prefeito, é utilizar a política habitacional como uma das alternativas para retirar famílias de áreas sujeitas a inundações.

Ação conjunta entre Porto União e União da Vitória

Hassan também defendeu que eventuais intervenções relacionadas ao comportamento das águas sejam discutidas conjuntamente entre Porto União e União da Vitória.

Segundo o prefeito, uma medida adotada isoladamente em um dos municípios poderia produzir efeitos sobre a cidade vizinha devido às características da bacia hidrográfica do Rio Iguaçu.

“Com certeza, nós temos que trabalhar em conjunto”, afirmou.

Jorginho também destacou a necessidade de estudos técnicos antes da execução de intervenções estruturais.

Defesa Civil

Durante a visita, o governador ainda destacou investimentos realizados pelo Estado para fortalecer a estrutura das defesas civis municipais.

Segundo Jorginho, Santa Catarina tem destinado veículos, drones, equipamentos e capacitações aos municípios, além da realização de simulados para preparar as equipes para situações de emergência.

O governador afirmou que a prioridade durante as enchentes é preservar vidas e atender as pessoas atingidas. Depois da fase emergencial, segundo ele, devem ser avaliadas medidas permanentes para reduzir os impactos de novos eventos.

As propostas discutidas durante a visita ainda dependem de estudos técnicos, articulação entre os governos e definição das medidas que poderão ser adotadas.

Fonte: Portal da Cidade União da Vitória

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