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Zé Festival

Homenagem a professor inspira festival com 100 músicos em Porto União

Evento em homenagem a José Lírio, reunirá músicos de 22 cidades e terá shows gratuitos.

Publicado em 18/03/2026 às 20:06
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Iniciativa homenageia o músico e professor com cursos de alto nível e apresentações gratuitas no Cine Ópera. (Foto: Divulgação internet)

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A Prefeitura de Porto União promoverá, entre os dias 24 e 28 de março, o Zé Festival, evento inédito dedicado à música instrumental que reúne professores de nível internacional e mais de 100 alunos inscritos. O festival ocorre no Cine  Ópera, com concertos gratuitos todas as noites, sempre às 20h, segundo o secretário de Cultura e Turismo, Marcelo Storck, em entrevista à Rádio Educadora Uniguaçu.

De acordo com Storck, o festival nasce como uma homenagem ao professor José Lírio, conhecido como Zezinho, que atuou na formação musical na região e morreu durante a participação em um concurso de bandas. “A ideia inicial era um concerto, mas evoluiu para um festival que também atende a um desejo antigo da cidade de ter uma semana dedicada à música instrumental”, disse.

Programação e estrutura

O evento combina formação e apresentações abertas ao público. Durante o dia, os participantes têm aulas e ensaios com professores convidados. À noite, ocorrem os concertos gratuitos no Cine Ópera.

A programação inclui apresentações da banda marcial Faber na abertura, um quinteto de professores na quarta-feira (25), a Orquestra de Jazz Sinfônico do Instituto SIM na quinta-feira (26), além de concertos com docentes e, no encerramento, uma banda formada pelos próprios alunos.

Segundo o secretário, o festival deve reunir cerca de 100 músicos no palco no último dia. “Será a maior formação já vista no Cine Ópera, com crianças, jovens e adultos”, afirmou.


Corpo docente reúne músicos de destaque

O diretor artístico do festival, Emerson John Marques, destacou que o corpo docente é formado, em grande parte, por músicos que tiveram relação com o homenageado. Entre os nomes citados estão o maestro Maestro Rafael Huch, coordenador pedagógico, e professores como Leandro Fornazari (trompete), Gideão Matias (trombone) e Otoniel dos Santos (eufônio), descrito como um dos jovens mais premiados do país.

Também integram a equipe professores de percussão, metais e instrumentos sinfônicos, vindos principalmente de cidades como Ponta Grossa e Florianópolis. “São profissionais de alta qualidade técnica e artística, o que impacta diretamente na formação dos alunos”, disse Marques.

Inscrições e participação

As inscrições seguem abertas até o dia 22 de março, pelo perfil oficial do festival nas redes sociais. Segundo Storck, há limite de 150 vagas, com cerca de 120 já preenchidas.

O festival é voltado a músicos que já possuem conhecimento básico de instrumento e leitura de partituras. “Não é para iniciantes absolutos, mas é uma oportunidade gratuita de aperfeiçoamento com professores qualificados”, afirmou.

Participam alunos de 22 cidades, ligados a cerca de 25 grupos musicais.


Tradição musical e projeção futura

Storck afirmou que o evento busca consolidar uma tradição já existente na região, marcada pela presença de bandas marciais e grupos instrumentais. “Era uma lacuna que a cidade tinha. Há décadas existe uma movimentação forte na música instrumental, e isso justificava um festival”, disse.

A proposta, segundo ele, é ampliar o escopo nas próximas edições, incluindo instrumentos de madeira e, posteriormente, cordas.

Além da programação principal, o festival terá um circuito paralelo com apresentações em bares e espaços parceiros nas cidades de Porto União e União da Vitória.

Para ouvir a entrevista completa com o secretário de Cultura e Turismo, Marcelo Storck, os ouvintes podem acessar o player disponível no início desta matéria.

Fonte: Portal da Cidade União da Vitória

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