AUTOCONHECIMENTO
Entre a maternidade, o trabalho e a culpa: evento em Mallet propõe olhar para si mesma
Vivência terapêutica com Marcia Sebem acontece dia 16 de maio, em Mallet. Evento tem vagas abertas para mulheres interessadas em autoestima e reconexão.
Publicado em
11/05/2026 às 16:17
Atualizado em
A psicoterapeuta integrativa e parapsicóloga Marcia Sebem realiza no próximo dia 16 de maio, em Mallet, a vivência sistêmica em grupo “A Mulher Que Sou Eu”, voltada ao fortalecimento da autoestima, reconexão interior e autoconhecimento feminino. O encontro propõe um espaço de acolhimento e reflexão para mulheres que enfrentam sobrecarga emocional, ansiedade, insegurança e dificuldades para equilibrar os diferentes papéis do cotidiano.

Segundo Marcia, a proposta nasceu da própria trajetória pessoal e da percepção, ao longo de mais de uma década de atendimentos, de que muitas mulheres acabam se afastando de si mesmas enquanto tentam administrar maternidade, profissão, relacionamentos e responsabilidades familiares.
“O olhar para a autoestima feminina não surgiu da noite para o dia. Esse processo começou comigo lá atrás, quando percebi o quanto muitas mulheres acabam se afastando de quem são, mesmo dentro das relações”, afirmou.

Psicoterapeuta integrativa Marcia Sebem promove encontro voltado ao autoconhecimento, identidade feminina e equilíbrio emocional no dia 16 de maio. Foto: divulgação redes sociais
Ela relata que viveu conflitos semelhantes ao tentar conciliar carreira e maternidade. “Existe uma cobrança muito grande sobre a mulher. Muitas vezes ela se pergunta se deve continuar a vida profissional ou se dedicar integralmente aos filhos pequenos. Isso mexe profundamente com a autoestima e com o emocional”, disse.
Marcia afirma que esse distanciamento da própria identidade acontece de forma silenciosa e gradual. “Às vezes a mulher passa anos vivendo funções: mãe, esposa, filha, profissional. Mas, em algum momento, ela percebe que se perdeu de si.”
Processo pessoal levou à atuação terapêutica
A escolha pela área terapêutica também surgiu em meio a um período delicado da vida da profissional. Márcia conta que começou a adoecer em 2008, mas os exames médicos não apontavam causas físicas para as dores que sentia.
“Os sintomas existiam, mas os exames estavam normais. Foi um período muito desafiador porque eu sentia dor, mas não encontrava respostas”, relatou.
Em 2014, durante a busca por tratamentos alternativos, ela conheceu as terapias integrativas. A experiência, segundo ela, mudou sua percepção sobre saúde emocional e corporal.
“Comecei a tratar a causa dos sintomas e não apenas a dor em si. Foi quando conheci uma Márcia que eu ainda não conhecia.”
A partir daí, iniciou formações em terapias integrativas, programação neurolinguística (PNL), conhecimento sistêmico, nova medicina germânica e, atualmente, microfisioterapia. Hoje, ela atua há 11 anos na área e integra o Conselho Nacional de Terapia da Saúde Integrativa do Paraná.

Corpo como sinalizador emocional
Um dos pilares do trabalho desenvolvido por Marcia está na compreensão de que o corpo manifesta emoções e conflitos internos muitas vezes ignorados na rotina acelerada.
“O corpo não está contra nós. Ele é o nosso melhor aliado no processo terapêutico”, afirmou.
Segundo ela, muitos sintomas físicos e emocionais surgem como mecanismos de proteção desenvolvidos ao longo da vida. A proposta do método utilizado nos atendimentos é ajudar a identificar essas origens emocionais.
“Vivemos em um mundo sobrecarregado de atividades e muitas pessoas entram no piloto automático. A mulher acaba deixando de ouvir a própria consciência corporal.”
De acordo com Marcia, o método atua de forma mais silenciosa, com menos foco na fala e maior atenção às chamadas “memórias corporais”.
“Nosso método atua onde a fala não alcança, através das memórias celulares registradas de forma inconsciente”, explicou.
Ansiedade e exaustão estão entre principais demandas
Entre as questões mais frequentes relatadas pelas mulheres atendidas estão ansiedade, cansaço físico e mental, insegurança e sensação de sobrecarga.

“As mulheres chegam muito cansadas emocionalmente. Muitas sentem que estão carregando tudo sozinhas”, disse.
Ela também observa uma busca crescente por clareza emocional para lidar com conflitos familiares e profissionais.
Foi justamente dessa percepção que surgiu a ideia de expandir os atendimentos individuais para vivências coletivas.
“Nesses últimos 11 anos percebi que muitas mulheres não precisam apenas falar sobre seus desafios. Elas precisam viver experiências que permitam um novo olhar sobre si mesmas.”
Uma participante da vivência conduzida por Marcia, relatou que a experiência proporcionou um momento de pausa e reconexão pessoal em meio à rotina do dia a dia. Segundo o depoimento, a atividade despertou reflexões sobre aspectos do feminino que, muitas vezes, passam despercebidos na correria cotidiana, promovendo autoconhecimento, escuta e conexão interior. A participante definiu a experiência como delicada e marcante, com impactos emocionais que permanecem por muito tempo.

Vivência propõe experiência silenciosa e sem exposição
Durante os encontros, as participantes realizam dinâmicas sistêmicas conduzidas de forma silenciosa e individual, sem necessidade de exposição pública.
Segundo Marcia, o objetivo não é criar um espaço de julgamento ou oferecer respostas prontas, mas possibilitar experiências de percepção interior.
“Cada mulher realiza movimentos individuais sem exposição. O corpo se torna uma bússola de apoio para o autoconhecimento e a reconexão interior.”
Ela explica que o grupo funciona como um “campo de consciência”, no qual as experiências compartilhadas ajudam a ampliar percepções sobre a própria história e os padrões emocionais.
“A experiência de uma mulher pode complementar a da outra e ampliar a consciência do grupo.”
A mulher existe além das funções
Para a terapeuta, um dos principais objetivos do encontro é fazer com que as participantes consigam olhar para si mesmas para além dos papéis sociais que exercem diariamente.
“Muitas vezes as pessoas se relacionam com essa mulher apenas pela função que ela desempenha. A mãe, a esposa, a filha, a profissional. Mas a mulher existe além dessas funções.”
Ela afirma que a vivência busca fortalecer identidade, autonomia e autoestima sem exigir perfeição emocional.
“A mulher não precisa ser coerente o tempo todo para ser real. Ela pode ser forte e vulnerável ao mesmo tempo.”
Segundo Marcia, cada encontro é único e costuma gerar reflexões diferentes entre as participantes.
“Os relatos mais comuns são sensação de leveza, clareza emocional, fortalecimento interior e compreensão sobre limites e responsabilidades.”
Encontros acontecem mensalmente
Além de Mallet, as vivências também ocorrem mensalmente em São Mateus do Sul. A proposta, segundo a terapeuta, é ampliar o projeto para cidades vizinhas.
O encontro “A Mulher Que Sou Eu” acontece no dia 16 de maio em Mallet e 23 em São Mateus do Sul. As vagas são limitadas e as inscrições estão abertas.
Fonte: Portal da Cidade União da Vitória
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