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Saúde

Hantavirose confirmada no Paraná traz alerta para o setor de Saúde

Em 2025, o estado registrou apenas um caso em Cruz Machado

Publicado em 13/05/2026 às 14:44
Atualizado em

(Foto: Reprodução/Internet)

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou o alerta para a vigilância da Hantavirose no Paraná após a confirmação de novos casos em 2026. A doença, transmitida por roedores silvestres, é considerada grave e exige atenção imediata aos primeiros sintomas. 

Cenário no Paraná em 2026

Até o momento, o estado registra dois casos confirmados neste ano:

Ponta Grossa: Paciente feminina, 28 anos (fevereiro).

Pérola d’Oeste: Paciente masculino, 34 anos (abril).

Outras 11 notificações seguem em investigação laboratorial. As autoridades reforçam que, embora o vírus seja perigoso, a situação está sob controle e não há surto no estado. Em 2025, o estado registrou apenas um caso em Cruz Machado. É importante notar que as autoridades reforçaram que não há surto e que os casos locais não possuem relação com o alerta recente da OMS sobre um navio de cruzeiro na Argentina (onde a cepa é diferente).

O que é e como ocorre a transmissão?

Diferente do que muitos pensam, a transmissão não ocorre de pessoa para pessoa. O vírus vive em roedores silvestres (os “ratos do mato”) e é eliminado pelas fezes, urina e saliva desses animais. 

A contaminação acontece principalmente pela inalação de poeira em locais onde houve presença de roedores (como galpões, paióis ou casas de campo fechadas). Quando o local é varrido, as partículas do vírus sobem no ar e são respiradas.

Fique atento aos sintomas

Os sinais iniciais podem ser confundidos com uma gripe forte ou dengue, mas a evolução pode ser rápida:

Fase Inicial: Febre alta, dores musculares intensas (costas e pernas), dor de cabeça e vômito. 

Fase Grave: Se não tratada, evolui para falta de ar grave e problemas cardíacos, podendo levar ao óbito. 

Como prevenir? (Dicas de Ouro)

A prevenção é baseada em evitar o contato com o vírus em áreas rurais ou de mata:

Nada de vassoura: Nunca varra locais que ficaram fechados por muito tempo. Use sempre pano úmido ou borrife água com água sanitária antes de limpar. 

Proteção: Use máscaras e luvas ao limpar depósitos ou mexer em entulhos. 

Ambiente limpo: Mantenha o mato baixo ao redor de residências e não deixe restos de comida ou ração expostos, para não atrair roedores. 

Alimentos seguros: Guarde grãos e mantimentos em latas fechadas e elevadas do chão. 

DICA IMPORTANTE: Se você esteve em áreas rurais e apresentar febre, procure uma unidade de saúde imediatamente e informe ao médico que teve contato com esse tipo de ambiente. O diagnóstico precoce salva vidas! 

Importante diferenciar:

O alerta recente envolvendo a Argentina refere-se a uma situação monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas que possui características distintas do cenário paranaense:

O Caso: Trata-se de uma investigação sobre um surto a bordo de um navio de cruzeiro que navegou por águas argentinas, onde foram detectados casos suspeitos de hantavirose.

Cepa Diferente: As autoridades de saúde reforçam que o vírus identificado naquela região pertence a uma cepa diferente da que circula no Paraná.

Transmissão: Naquela localidade específica, as investigações da OMS consideram a possibilidade de transmissão de pessoa para pessoa, algo que não ocorre com a cepa silvestre encontrada no território paranaense.

Fonte: P97 - Portal de Notícias / SESA

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