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DESAPARECIDOS

Porto União recebe mutirão para coleta de DNA de familiares de desaparecidos

Ação ocorre até sexta-feira em 22 municípios de SC e busca ampliar o Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Publicado em 25/08/2026 às 15:47

(Foto: Imesc/Divulgação)

Teve início nesta segunda-feira (24) a Semana de Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, ação promovida pela Polícia Científica e Polícia Civil de Santa Catarina em Porto União e mais 21 municípios do estado até sexta-feira (28).

O grande trunfo da mobilização é a possibilidade de solucionar investigações paradas há anos ou décadas. Muitas vezes, inquéritos antigos ficam estagnados por falta de pistas físicas. Ao cadastrar o DNA da família no Banco Nacional de Perfis Genéticos, o sistema passa a realizar varreduras automáticas e contínuas de forma permanente.

Mutirão de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas em SC

A amostra fornecida pelo familiar hoje será comparada tanto com registros antigos quanto com novos dados de pessoas vivas sem identificação ou restos mortais encontrados em qualquer lugar do Brasil.

O trabalho faz parte do programa PCI Conecta. Embora a mobilização busque engajar o maior número de famílias nesta semana, a coleta de DNA para familiares é permanente em SC e segue disponível durante todo o ano.

O papel fundamental das famílias no processo

Para que a ciência consiga chegar a uma resposta precisa, a participação direta dos parentes biológicos é essencial:

  • Quem deve doar: A recomendação oficial da perícia é que compareçam pelo menos dois familiares biológicos de primeiro grau como: pai, mãe, filhos ou irmãos (filhos do mesmo pai e da mesma mãe).
  • Outros parentes: Na ausência de familiares diretos, a equipe técnica do ponto de coleta pode avaliar a inclusão de parentes de outros graus.
  • Sem dor ou agulhas: O procedimento é totalmente indolor e rápido, realizado por meio de um swab oral (haste flexível com algodão passada no interior da bochecha).
  • Segurança e sigilo: As informações genéticas dos familiares são protegidas por lei e usadas exclusivamente para a busca de desaparecidos. Elas não são utilizadas para cruzamentos criminais ou civis.
  • Parentes que já cederam amostras de DNA em campanhas passadas não precisam repetir o procedimento.

O que os familiares precisam apresentar?

No dia agendado para o atendimento, o familiar deve levar:

  • Documento de identificação oficial com foto.
  • Dados do Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento (número do registro, delegacia e estado).
  • Opcional: Objetos de uso pessoal da pessoa desaparecida (como escova de dentes, aparelho de barbear ou itens não lavados) caso estejam guardados.

Passo a passo para o agendamento

Para organizar o fluxo de atendimento e evitar filas nas unidades periciais:

  • Acesse o formulário de pré-cadastro no site da Polícia Científica de SC.
  • Preencha os dados do familiar doador e da pessoa desaparecida.
  • Aguarde o contato da equipe pericial para confirmação de data, horário e local da coleta.
  • Cidades com postos de atendimento para familiares em SC

A estrutura da Polícia Científica está montada nos seguintes municípios:

  • Balneário Camboriú;
  • Blumenau;
  • Brusque;
  • Caçador;
  • Campos Novos;
  • Canoinhas;
  • Chapecó;
  • Concórdia;
  • Criciúma;
  • Curitibanos;
  • Florianópolis;
  • Joaçaba;
  • Joinville;
  • Lages;
  • Palhoça;
  • Porto União;
  • Rio do Sul;
  • São Bento do Sul;
  • São Joaquim;
  • São Lourenço do Oeste;
  • São Miguel do Oeste;
  • Tubarão.

Mais informações

  • Instituição: Núcleo Regional de Polícia Científica em Porto União.
  • Endereço: Rua Matos Costa, 680 - Centro - Porto União/SC
  • E-mail: [email protected]
  • Telefone 1: (47) 36274132
  • Responsável: Leonardo Piluski Bilinski

Fonte: ND Mais

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