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METEOROLOGIA

Paraná registra seis tornados; fenômeno que atingiu Inácio Martins chegou a Cruz Machado

Segundo o Simepar, a extensão do tornado não provocou danos no município e, por isso, não recebeu classificação.

Publicado em 23/07/2026 às 13:49
Atualizado em

Tornado da categoria F2 em Reserva. (Foto: Simepar)

O estado do Paraná foi atingido por seis tornados nos dias 28 a 30 de junho, confirmou o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Para a averiguar a situação, dados foram coletados pela entidade com apoio da Defesa Civil estadual.

Após a coleta, análises foram feitas por equipes de Meteorologia e de Geointeligência. Segundo órgão, cinco cidades foram atingidas na região dos Campos Gerais do estado: Reserva (PR), Nova Cantu (PR), Turvo (PR), Laranjeiras do Sul (PR) e Inácio Martins (PR), que foi atingida duas vezes. 

Um dos tornados de Inácio Martins (PR) chegou até Cruz Machado (PR), mas não foi classificado por não ter causado danos (métrica necessária na escala).

Confira as confirmações fornecidas pelo Simepar:

Dia 28 de junho

Reserva (PR): tornado atingiu a cidade com ventos de 180 km/h a 253 km/h, classificado como F2, um grau de severidade considerável, segundo o órgão. 11 residências sofreram danos conforme boletim da Prefeitura Municipal.

Nova Cantu (PR): o tornado chegou a classificação F1, com ventos de 116 a 180km/h, de severidade moderada.

Dia 30 de junho

Turvo (PR) e Laranjeiras do Sul (PR) registraram um tornado F1, mas danos maiores foram causados por quedas de granizo.

Inácio Martins (PR): dois tornados F1 atingiram a cidade separados por algumas horas.

Classificação considera destruição causada pelos ventos

Ainda de acordo com a Simepar, a Escala Fujita, utilizada para medir os eventos, vai de F0 a F5. Além das velocidades dos ventos, o grau de destruição é uma das principais métricas para a classificação.

"Na categoria F2, os ventos variam entre 180 km/h e 253 km/h e são capazes de provocar danos significativos, como árvores arrancadas pela raiz, destelhamentos, destruição parcial de edificações e lançamento de objetos a grandes distâncias", Simepar por nota.

Em Reserva (PR), o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, relatou que o tornado deixou “assinaturas” que possibilitaram o classificar com um grau maior de severidade.

Segundo ele, as equipes encontraram árvores de grande porte arrancadas pela raiz, copas de araucárias completamente destruídas e destroços espalhados em diferentes direções, como uma placa de sinalização que foi lançada a mais de 150 metros de distância.

"Também registramos galhos arremessados por dezenas de metros e uma placa de sinalização lançada a mais de 150 metros. Esses elementos nos permitiram classificar o fenômeno como um tornado F2, com ventos em torno de 200 km/h", disse Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

A principal diferença do tornado para uma microexplosão, por exemplo, é a direção do rastro de destruição deixado pelo fenômeno. Enquanto a microexplosão costuma derrubar estruturas em uma mesma direção, o tornado deixa rastros espalhados, o que indica a rotação.

Classificação

Tornado F0: ventos entre 65 km/h e 116 km/h — danos leves;

Tornado F1: ventos entre 116 km/h e 180 km/h — danos moderados;

Tornado F2: ventos entre 180 km/h e 253 km/h — danos consideráveis;

Tornado F3: ventos entre 253 km/h e 332 km/h — danos severos;

Tornado F4: ventos entre 332 km/h e 418 km/h — danos devastadores;

Tornado F5: ventos entre 418 km/h e 511 km/h — destruição extrema.

Fonte: IG

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