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SAÚDE E PREVENÇÃO

Enchentes aumentam risco de doenças; veja sintomas e cuidados após contato com a água

Leptospirose, doenças diarreicas, hepatite A e tétano estão entre os problemas que exigem atenção durante e depois das inundações.

Publicado em 25/09/2026 às 13:43

A água e a lama das enchentes podem aumentar a exposição da população a agentes causadores de doenças. Segundo o Ministério da Saúde, situações de inundação exigem atenção especialmente para leptospirose, doenças diarreicas, hepatite A e tétano, além do risco de acidentes com animais peçonhentos.

A orientação é válida também para quem já deixou áreas atingidas, porque alguns problemas podem aparecer nos dias seguintes ao contato com a água ou a lama.

Leptospirose é uma das principais preocupações

A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, encontrada principalmente na urina de ratos. Durante as enchentes, a água pode se misturar com urina de animais infectados, esgoto e outros contaminantes, aumentando o risco de transmissão.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná alerta que pessoas que tiveram contato com água ou lama de enchente devem ficar atentas ao aparecimento de sintomas por até 30 dias após a exposição. Entre os sinais estão febre, dor de cabeça e dores musculares.

O Ministério da Saúde também cita vômitos, diarreia e tosse entre os sintomas que podem ocorrer.

Água e alimentos exigem atenção

A recomendação oficial é não consumir alimentos que tenham entrado em contato com a água da enchente ou com a lama, incluindo produtos embalados, enlatados e alimentos perecíveis.

Quando houver dúvida sobre a qualidade da água para consumo, ela deve ser tratada. O Ministério da Saúde orienta filtrar ou coar a água e, quando utilizado hipoclorito de sódio a 2,5%, adicionar duas gotas para cada litro de água, aguardando 30 minutos antes do consumo. Outra opção é filtrar e ferver a água por cinco minutos após o início da fervura.

Cuidado também na limpeza das casas

A limpeza após a enchente também oferece riscos. Entulhos, móveis e outros objetos podem esconder cobras, aranhas e escorpiões, que procuram locais secos durante as inundações.

O Ministério da Saúde recomenda evitar o contato direto com água e lama e utilizar luvas e botas impermeáveis quando houver necessidade de entrar em áreas atingidas. Cortes e ferimentos devem ser protegidos.

O contato com objetos contaminados e a ocorrência de cortes ou perfurações também podem aumentar o risco de tétano, segundo o Ministério da Saúde.

Fique atento aos sintomas

Após contato com água ou lama de enchente, procure atendimento de saúde se surgirem:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • náuseas ou vômitos;
  • diarreia;
  • dor abdominal;
  • outros sintomas após exposição à água ou lama contaminada.

O Ministério da Saúde orienta que pessoas que apresentem três ou mais episódios de diarreia em 24 horas procurem atendimento médico.

No caso de sintomas compatíveis com leptospirose, é importante informar ao profissional de saúde que houve contato recente com água ou lama de enchente. A informação sobre a exposição ajuda na avaliação do caso.

Atenção continua depois que a água baixa

O fim da inundação não significa o fim dos riscos. A população que teve contato com água ou lama deve manter os cuidados durante a limpeza das residências e observar o aparecimento de sintomas nas semanas seguintes.

A Secretaria da Saúde do Paraná destaca que o período de incubação da leptospirose pode variar de um a 30 dias, com média de cinco a 14 dias após a exposição.

As orientações oficiais reforçam que, diante de sintomas após uma enchente, a população deve procurar um serviço de saúde e informar o histórico de exposição.

Fonte: Portal da Cidade União da Vitória

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