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SAÚDE

Febre do Nilo Ocidental: caso em Caçador e morte em Imbituba são confirmados em SC

Dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas. Investigação busca identificar onde ocorreu a infecção.

Publicado em 25/08/2026 às 21:35

Fêmea do mosquito do gênero Culex se alimenta de sangue de uma pessoa. (Foto: CDC/divulgação )

Santa Catarina confirmou dois casos humanos de Febre do Nilo Ocidental. Um deles foi registrado em Caçador, e envolve um homem de 56 anos, que precisou ser internado, mas já recebeu alta. O segundo caso é de uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, no Litoral Sul, que morreu após apresentar manifestações neurológicas. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta segunda-feira (24).

Segundo a SES, os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas. Os casos permanecem sob investigação epidemiológica para identificar os prováveis locais de infecção e compreender a circulação do vírus em Santa Catarina.

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados. O ciclo de transmissão envolve principalmente aves silvestres e mosquitos. Humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais e não contribuem para a manutenção do ciclo do vírus na natureza.

Maioria dos infectados não apresenta sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas. Entre os casos que desenvolvem manifestações clínicas, a doença pode provocar febre, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos.

Em uma parcela menor dos infectados, o vírus pode atingir o sistema nervoso e provocar quadros graves, como meningite, encefalite ou outras manifestações neurológicas. O Ministério da Saúde estima que aproximadamente uma em cada 150 pessoas infectadas desenvolve doença neurológica severa. A idade avançada é um dos principais fatores associados às formas graves.

Como ocorre a transmissão

O vírus é transmitido principalmente quando um mosquito infectado pica uma pessoa. Os mosquitos adquirem o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.

Não há transmissão por contato cotidiano entre pessoas. O Ministério da Saúde registra, entretanto, formas mais raras de transmissão, como por transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão da mãe para o bebê durante a gestação.

Como prevenir

Não existe vacina disponível para prevenção da Febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é feito de acordo com os sintomas e a gravidade de cada caso.

As principais medidas para reduzir o risco de infecção são:

  • usar repelente conforme as orientações do fabricante;
  • utilizar roupas que reduzam a exposição da pele;
  • instalar telas em portas e janelas;
  • eliminar recipientes e locais que possam acumular água;
  • evitar, quando possível, a exposição a mosquitos, especialmente em áreas com maior presença desses insetos.

A orientação é procurar atendimento de saúde diante de sintomas compatíveis, principalmente quando houver histórico de exposição a áreas com circulação do vírus.

Fonte: Redação | SES/SC

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