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Papo de especialista

A cidade é para todos? A resposta começa na acessibilidade

Ricardo Inclusivo defende que inclusão vai além de rampas e passa por transporte, calçadas seguras e igualdade de oportunidades.

Publicado em 09/06/2026 às 13:27

(Foto: Assessoria)

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Quando olhamos para a nossa cidade, precisamos fazer uma reflexão importante: ela está preparada para receber todas as pessoas de forma igual?

A resposta é que ainda temos desafios pela frente. Embora avanços tenham sido conquistados, a inclusão e a acessibilidade precisam estar presentes em todos os espaços da vida em comunidade.

Muitas vezes, quando falamos em acessibilidade, pensamos apenas em rampas. Mas o conceito é muito mais amplo. Acessibilidade também significa transporte público adequado, calçadas seguras, sinalização eficiente e oportunidades iguais para todos.


Uma cidade acessível beneficia não apenas as pessoas com deficiência. Ela também atende melhor os idosos, as mães e pais com carrinhos de bebê, pessoas com mobilidade reduzida temporária e qualquer cidadão que precise se deslocar com segurança e autonomia.

Por isso, é importante compreender que a acessibilidade não é um favor, mas um direito garantido a todos os cidadãos. É uma construção diária que depende do poder público, das instituições, das empresas e também da conscientização da sociedade.

Mais do que investir em obras modernas ou prédios sofisticados, precisamos criar ambientes que respeitem a diversidade humana e promovam a participação de todos.


Uma cidade verdadeiramente inclusiva é aquela que permite que cada pessoa exerça sua cidadania com independência, dignidade e segurança.

Acredito que estamos avançando e que podemos fazer ainda mais. Com diálogo, planejamento e compromisso coletivo, podemos construir uma cidade cada vez mais acessível, acolhedora e preparada para o futuro.


Ricardo Angelino dos Santos, conhecido como Ricardo Inclusivo, é deficiente visual, vice-presidente da Igreja Batista Nova Vida e integrante da Adevivi (Associação dos Deficientes Visuais do Vale do Iguaçu). Morador de União da Vitória há 27 anos, atua na promoção da inclusão, acessibilidade e conscientização social por meio da informação e do diálogo.

Fonte: Assessoria

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