Papo de especialista
Mais conhecimento, menos preconceito: o caminho da inclusão das pessoas com Down
Na Semana da Síndrome de Down, Dr. Vicente Caropreso destaca o papel da família, da saúde e da educação na inclusão social.
Publicado em
26/03/2026 às 13:37
Atualizado em
Desde o dia 14 estamos vivendo a Semana da Síndrome de Down, que se encerrou no sábado, dia 21, quando se comemorou o Dia Internacional da Síndrome de Down.
A Síndrome de Down não é uma doença, e sim uma ocorrência genética natural, presente em todas as raças.
Por motivos ainda desconhecidos, durante a gestação as células do embrião são formadas com 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formam normalmente. Esse cromossoma a mais é que altera o desenvolvimento da criança. Os seus efeitos variam muito de criança para criança, mas pode-se dizer que as principais características são os olhinhos puxados, o bebê ser mais molinho, e seu desenvolvimento ser mais lento.
Essas crianças nascem, também, com fragilidades relacionadas com o coração, os ouvidos, o sistema digestivo e o sistema respiratório.
São crianças que precisam de mais tempo e estímulo da família, de especialistas e de professores para adquirir e aprimorar suas habilidades.
Hoje, as pesquisas avançaram muito e existem processos de estimulação para o desenvolvimento e a inclusão dos portadores de Down em todas as esferas da sociedade.
As técnicas já consagradas dos processos de estimulação, podem ser divididas em quatro fases: de zero aos 3 anos, dos 3 aos 6 anos; dos 6 aos 9 anos e dos 9 aos 12 anos.
De forma geral, pessoas com Síndrome de Down têm tendência à hipotonia - músculos mais macios e com menos força, além de uma flexibilidade exagerada nas articulações.
As atividades e exercícios nos processos de estimulação, em suas várias fases, darão suporte para ajudar o bebê na superação desses obstáculos desde os primeiros dias de vida.
São estratégias para exercitar as habilidades, que incluem brinquedos, terapias como fisioterapia e fonoaudiologia, tempo de dedicação, forma de evolução dos movimentos, alternância entre estímulos e atividades entre esquerda e direita, entre inúmeras outras ações. Os resultados são surpreendentes.
Graças a esses processos de estimulação, hoje há pessoas com Síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, escrevendo livros, se casando e chegando à universidade.
Vamos combater os preconceitos!
Ser diferente é normal.
Dr. Vicente Caropreso é médico e deputado estadual em Santa Catarina, com atuação nas áreas de saúde, inclusão e políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.
Fonte: Assessoria
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