Papo de especialista
Se você me enxergar além dos meus olhos, vai ver que somos parecidos
Em um relato pessoal e inspirador, Ricardo Inclusivo fala sobre família, inclusão, fé e o desafio de combater preconceitos através da informação.
Publicado em 20/05/2026 às 09:23
Meu nome é Ricardo Angelino dos Santos. Nasci em Paula Freitas, mas foi em União da Vitória que construí minha história. Moro aqui há 27 anos. Foi nesta cidade que criei raízes, formei minha família e encontrei meus propósitos de vida.
Sou casado há 23 anos, pai de duas filhas e trabalho diariamente ao lado da minha esposa. Também faço parte da Adevivi (Associação dos Deficientes Visuais do Vale do Iguaçu), um espaço onde aprendi algo muito importante: acessibilidade não se constrói sozinho. Ela nasce do coletivo, da convivência, da empatia e da disposição das pessoas em compreender realidades diferentes das suas.

Tenho formação técnica em Administração e atualmente curso bacharelado em Teologia. No meu dia a dia, administro sete casas de aluguel e também atuo como vice-presidente da Igreja Batista Nova Vida.
Muitas pessoas me conhecem por eu ser deficiente visual. Mas, antes da deficiência, eu sou pai, marido, estudante, líder e cidadão. A deficiência faz parte da minha vida, mas ela não resume quem eu sou.

Foi justamente dessa necessidade de mostrar a pessoa além da limitação que nasceu o perfil Ricardo Inclusivo. Eu acredito profundamente que a informação quebra preconceitos. Quando as pessoas entendem mais sobre inclusão, elas passam a enxergar além do rótulo, além da deficiência e além dos julgamentos rápidos que a sociedade costuma criar.
Costumo dizer que o preconceito é a única cegueira que não tem cura. Existe escolha. Todos nós podemos escolher ouvir mais, respeitar mais e compreender mais.
A inclusão começa quando deixamos de enxergar apenas a deficiência e passamos a enxergar a pessoa inteira: seus sonhos, responsabilidades, medos, capacidades e histórias.
Eu sou Ricardo Inclusivo. E se você conseguir me enxergar além dos meus olhos, talvez perceba que nós somos muito mais parecidos do que diferentes.

Fonte: Assessoria
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