Papo de especialista
Suelen Geremia Explica sobre a força que o eleitor tem nas mãos
Vice-Prefeita de Porto União e Pré-Candidata a Deputada Estadual fala sobre o significado de votar e a força que o eleitor tem para mudar a realidade.
Publicado em 25/05/2026 às 09:40
Quando o voto da região fica na região, quem ganha é a nossa gente.
Em época de eleição, muito se fala em nomes, partidos e promessas. Mas existe uma reflexão que precisa ganhar mais espaço nas conversas das famílias, nos bairros, nas comunidades do interior, nas empresas e nas rodas de chimarrão: para onde vai a força do nosso voto?
A vice-prefeita de Porto União, Suelen Geremia, tem defendido cada vez mais a importância da participação da população nas decisões políticas. Para ela, o voto é uma das ferramentas mais poderosas que o cidadão possui para transformar a realidade do seu município, do seu Estado e do país.
Nas eleições de 2022, por exemplo, mais de 156 milhões de brasileiros estavam aptos a votar. Em Santa Catarina, foram cerca de 5,4 milhões de eleitores. Mesmo assim, no segundo turno, mais de 32 milhões de brasileiros deixaram de comparecer às urnas.
Para Suelen, esse número chama a atenção e reforça a necessidade de uma reflexão.
“Política não é coisa apenas de político. Política é coisa de cidadão, é um assunto de todos. O voto é o momento em que o cidadão fala mais alto e Suelen ainda afirma: “Cada voto que deixa de ser dado é uma voz que deixa de ser ouvida. Em uma eleição, especialmente nas mais disputadas, um voto pode sim fazer a diferença”, afirma.
Cada voto carrega uma responsabilidade. Ele não é apenas um número depositado na urna. É uma escolha que pode ajudar a definir quem terá voz para defender as necessidades reais da nossa cidade e da nossa região.
Quando uma comunidade compreende a importância do voto regional, ela passa a enxergar a política de forma mais próxima da vida cotidiana. Afinal, quem vive a realidade local sabe onde a estrada precisa de melhoria, onde a saúde precisa avançar, onde a escola precisa de atenção, onde o produtor rural precisa de apoio e onde o desenvolvimento ainda pode chegar.
O voto consciente começa justamente aí: na capacidade de olhar para o território, conhecer as demandas da população e avaliar quem tem compromisso verdadeiro com elas. O Tribunal Superior Eleitoral destaca que conhecer o funcionamento do processo eleitoral, as propostas e a atuação dos candidatos contribuem para uma escolha mais consciente dos representantes.
Valorizar o voto regional não significa fechar os olhos para o Brasil. Pelo contrário. Significa entender que o país é construído a partir dos municípios. É na cidade que as pessoas vivem, trabalham, estudam, buscam atendimento de saúde, produzem, empreendem e criam seus filhos.
Por isso, uma região que vota com consciência fortalece sua representatividade. Quanto mais atenção damos a quem conhece nossas necessidades, maior a chance de que nossas pautas cheguem aos espaços de decisão.
Estradas rurais, hospitais, escolas, segurança, agricultura, turismo, geração de empregos, infraestrutura e qualidade de vida não são temas distantes. São assuntos que batem à porta todos os dias. E é justamente por isso que o voto precisa ser pensado com responsabilidade.
Antes de escolher, é importante pesquisar. Verificar a história, as propostas, a coerência, a postura e o compromisso de quem se apresenta para representar a população. O Ministério Público também orienta que o eleitor busque informações sobre o candidato, suas ideias e sua atuação. Esse ainda é um momento de pré-campanha eleitoral e por isso desde já a justiça eleitoral divulga orientações e a importância das eleições que acontecerão neste outubro de 2026.
O voto regional consciente é um chamado à maturidade política. É a decisão de não desperdiçar a força de uma cidade, de uma comunidade ou de uma região inteira. É compreender que, quando o eleitor escolhe com atenção, ele ajuda a construir pontes entre as demandas locais e o poder público onde as decisões são tomadas.
Mais do que votar, é preciso participar. Mais do que escolher, é preciso acompanhar. Mais do que reclamar, é preciso entender que a transformação começa também pela urna.
Porque quando a região reconhece o valor da própria voz, ela deixa de ser apenas lembrada em época de eleição e passa a ser respeitada o ano inteiro.
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Fonte: Assessoria
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