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Simepar atualiza previsão do El Niño e indica onde a chuva deve ficar acima da média no PR

Regiões Oeste e Sudoeste, além da bacia do Rio Iguaçu, aparecem com maior diferença em relação ao padrão histórico, segundo o Simepar.

Publicado em 10/07/2026 às 13:16
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Imagem ilustrativa (Foto: Freepik/divulgação)

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O fenômeno El Niño, identificado desde junho no Oceano Pacífico Equatorial, deve provocar volumes de chuva acima da média histórica em todo o Paraná, com maior impacto previsto para as regiões Oeste e Sudoeste do Estado, especialmente na bacia do Rio Iguaçu. A previsão faz parte de uma nova nota técnica divulgada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), com base em atualizações de centros internacionais de monitoramento climático.

Segundo o Simepar, o fenômeno deve se intensificar gradualmente durante o inverno de 2026 e atingir maior força entre a primavera e o verão de 2026/2027 no Hemisfério Sul. A estimativa indica mais de 80% de probabilidade de que o evento alcance intensidade considerada forte a muito forte.

A previsão aponta que todas as regiões do Paraná devem registrar chuvas acima da média climatológica. No entanto, Oeste e Sudoeste são as áreas onde a diferença entre os volumes esperados e os padrões históricos deve ser mais significativa.


As regiões Noroeste e Central também devem receber grandes volumes de chuva, mas em intensidade menor. Já Norte, Curitiba, Campos Gerais e Litoral aparecem como as áreas com menor impacto, embora ainda com previsão de precipitação acima da média.

De acordo com o Simepar, episódios de El Niño forte costumam favorecer condições para a formação de sistemas capazes de provocar chuvas intensas em curtos períodos, além de aumentar a possibilidade de descargas atmosféricas, rajadas de vento e ocorrência de granizo.

Durante o inverno de 2026, a influência do fenômeno tende a reduzir os períodos tradicionalmente mais secos. Já na primavera, quando os efeitos do El Niño costumam ser mais evidentes no Sul do Brasil, o aumento de períodos prolongados de chuva pode elevar o risco de inundações, enxurradas, alagamentos e movimentos de massa, como deslizamentos.

Apesar da influência do fenômeno no comportamento das chuvas e temperaturas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário das previsões continua sendo necessário. Segundo o órgão, a ocorrência dos eventos de chuva depende dos sistemas atmosféricos que atuam em cada período, como frentes frias e áreas de baixa pressão.

Impactos na agricultura

Na agricultura, o aumento da umidade pode trazer benefícios ao reduzir períodos de seca e favorecer o desenvolvimento das lavouras. Porém, o Simepar alerta que o planejamento dos produtores será fundamental para lidar com possíveis impactos.

O excesso de chuva pode dificultar operações no campo, como plantio e colheita, além de aumentar a umidade do solo e favorecer o surgimento de doenças causadas por fungos. Dependendo da cultura, do estágio da planta e do período de ocorrência das chuvas, também pode haver prejuízos na qualidade dos grãos.

Outro risco apontado é o aumento de processos erosivos, com possibilidade de perdas de solo em áreas agrícolas.

Entenda o El Niño

O El Niño — Oscilação Sul (ENOS) é um fenômeno climático que ocorre no Oceano Pacífico Equatorial e envolve alterações na temperatura da superfície do mar e na circulação atmosférica.

O fenômeno é considerado um dos principais fatores capazes de modificar o clima global, influenciando padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões do planeta por meses ou até anos.

Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicam que o El Niño se fortaleceu no último mês. A principal área de monitoramento apresenta temperatura da superfície do mar cerca de 1,2°C acima da média, além de aquecimento acima do normal em camadas do oceano de até 200 metros de profundidade.

Fonte: Simepar

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