Papo de Especialista
A necessidade de controlar tudo: proteção ou desgaste?
A necessidade de dar conta de tudo pode estar ligada a um estado de alerta constante. Entenda como esse padrão se desenvolve e afeta o bem-estar.
Publicado em 03/09/2026 às 10:07
Você sente que precisa dar conta de cada detalhe? Tem a sensação de que, se você não fizer, ninguém faz? Ou que tudo pode sair do controle se você relaxar por um instante?
Muitas vezes, esse comportamento é visto apenas como perfeccionismo. Mas especialistas explicam que ele também pode estar relacionado a mecanismos de proteção desenvolvidos ao longo da vida.
O cérebro humano está constantemente analisando informações do ambiente para garantir segurança e adaptação. Quando uma pessoa viveu experiências de insegurança, desamparo ou situações de grande pressão, pode aprender, inconscientemente, a permanecer em estado de vigilância constante, tentando antecipar problemas e controlar o que acontece ao seu redor.
O desafio é que manter esse estado por muito tempo pode gerar desgaste emocional e físico. Ansiedade, sensação permanente de urgência, dificuldade para relaxar e cansaço excessivo podem ser alguns dos sinais desse funcionamento.
Muitas vezes, não é apenas o volume de tarefas que esgota uma pessoa, mas o estado interno de alerta contínuo.
Por isso, compreender a origem desses padrões pode ser importante e como certas experiências influenciam a maneira de perceber e reagir às situações do presente.
Hoje existe métodos integrativos que podem contribuir no que interfere diretamente em nossas emoções e respostas corporais. Pois quando uma situação deixa de ser percebida como ameaça, o organismo pode reduzir gradualmente o estado de tensão e favorecer maior equilíbrio emocional e bem-estar.
Em outras palavras: o que sustenta muitos conflitos não é apenas o fato em si, mas também a forma como ele é significado pela pessoa.
E, ao mudar essa percepção, podem ocorrer mudanças importantes:
• redução da sensação de ameaça;
• diminuição do estado de alerta constante;
• maior capacidade de adaptação e recuperação emocional.
Não se trata de trabalhar o sintoma, mas a causa por traz dele.
Por isso, o primeiro passo é identificar esses padrões, compreender suas origens e avaliar individualmente como eles aparecem. E isso começa investigando as situações que desencadeiam essas reações e como o corpo responde. Segundo passo é procurar um profissional qualificado que possa te orientar.
Quando ressignificamos o que está por trás das nossas reações, abrimos espaço para construir novas formas de lidar com aquilo que antes parecia estar fora do nosso controle.
Marcia Sebem - Terapeuta e Mentora de mulheres
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Fonte: Assessoria
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