REGIÃO
Homem com sinais de AVC recebe alta de UPA e família questiona atendimento em Canoinhas
Familiares relatam falta de exames e diagnóstico apenas no dia seguinte; Ideas afirma que atendimento seguiu os protocolos.
Publicado em
24/09/2026 às 16:36
Atualizado em
A família de um homem que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) afirma ter ocorrido negligência durante o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Orestes Golanovski, em Canoinhas. Segundo o relato, o paciente foi levado à unidade pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na madrugada de segunda-feira, 14, e recebeu atendimento para um quadro que, de acordo com os familiares, teria sido tratado como pressão alta.
A família afirma que, após o atendimento, o homem recebeu medicamentos e foi liberado para voltar para casa, mesmo apresentando dificuldades para caminhar, boca torta e perda de força no lado esquerdo do corpo. Ainda segundo o relato, não teriam sido realizados exames de imagem.
Na terça-feira, 15, o paciente foi levado ao hospital de Três Barras, onde, segundo os familiares, foi diagnosticado com AVC e permaneceu internado até receber alta para continuar o tratamento em casa.
De acordo com a família, durante o atendimento no hospital de Três Barras, os profissionais teriam informado que o tempo transcorrido desde o início dos sintomas comprometia a possibilidade de utilização de tratamentos que dependem de atendimento dentro de uma determinada janela terapêutica.
A família também questiona a orientação recebida na UPA de Canoinhas. Segundo o relato, o paciente teria recebido dois comprimidos e medicação intravenosa, além de uma orientação para continuidade dos cuidados, mas não teria levado para casa uma receita ou documento do atendimento.
IDEAS CONTESTA RELATO E DIZ QUE PROTOCOLOS FORAM CUMPRIDOS
Em nota encaminhada ao JMais, a organização responsável pela administração da UPA apresentou uma versão diferente da relatada pela família.
Segundo a nota, o paciente deu entrada na UPA às 0h30 da segunda-feira, 14, transportado pelo Samu, com queixa de pico hipertensivo e dores nas pernas. Conforme o relato da unidade, ele foi inicialmente avaliado pela equipe de enfermagem, com verificação de pressão arterial, glicemia e saturação, sendo posteriormente encaminhado para atendimento com o médico clínico geral de plantão.
A unidade afirma que novas avaliações foram realizadas e que uma prescrição medicamentosa imediata foi administrada. O paciente teria permanecido em observação até aproximadamente 3h30, quando, segundo a nota, apresentava melhora do quadro e força preservada nas pernas.
Ainda conforme o Ideas, que administra a UPA de Canoinhas, antes da alta, o paciente relatou que vinha fazendo uso incorreto de seus medicamentos. A esposa teria sido orientada a procurar, no dia seguinte, a unidade básica de saúde onde ele já era acompanhado para ajuste da medicação. A nota também afirma que ela recebeu orientação para retornar imediatamente à UPA em caso de piora do quadro.
Em conclusão, o Ideas afirma que “todos os procedimentos recomendados foram adotados no atendimento ao paciente”.
Fonte: JMais Canoinhas
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