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Papo de especialista

A armadura invisível: quem cuida de você enquanto você cuida de todos?

A necessidade de dar conta de tudo pode esconder dores que merecem acolhimento, compreensão e cuidado.

Publicado em 14/10/2026 às 14:38
Atualizado em

(Foto: Assessoria )

Quantas mulheres você conhece que parecem dar conta de tudo? Trabalham, cuidam da casa, dos filhos e da família, resolvem problemas e estão sempre disponíveis para ajudar os outros. 

Mas, quando chega a hora de olhar para si mesmas, muitas deixam suas próprias necessidades para depois. 

E, por trás de tanta força, pode existir um cansaço que quase ninguém vê. E saiba: isso pode não ter começado hoje. 

Estudos sobre experiências de estresse e adversidade na infância indicam que essas vivências podem influenciar a forma como o cérebro e o organismo respondem às pressões ao longo da vida. Em algumas pessoas, isso pode estar associado a uma maior vulnerabilidade ao estresse e a sintomas físicos que também podem ser influenciados por fatores emocionais. 

Os números também chamam a atenção. De acordo com dados atribuídos à Organização Mundial da Saúde, as mulheres têm cerca do dobro da probabilidade de desenvolver transtornos de ansiedade em comparação aos homens. 

No Brasil, um levantamento atribuído à Fiocruz, em 2023, aponta que 65% das mulheres entre 25 e 45 anos relatavam sintomas persistentes de ansiedade. 

Já a Sociedade Brasileira de Reumatologia informa que cerca de 90% dos casos de fibromialgia, uma condição caracterizada por dor crônica, ocorrem em mulheres. 

Esses dados nos convidam a refletir sobre a sobrecarga emocional que muitas mulheres enfrentam. Algumas aprenderam ainda na infância que precisavam ser fortes, evitar conflitos e dar conta de tudo sozinhas. Na vida adulta, isso pode se manifestar como um estado de alerta constante, sentimento de culpa e dificuldade para descansar ou pedir ajuda. 

Por isso, é importante olhar para a saúde de forma integral, considerando não apenas os sintomas, mas também os hábitos, as emoções e as experiências que fazem parte da nossa história. 

Os anos passam depressa e, aos poucos, começamos a perceber o que temos feito da nossa vida e o que realmente importa para nós. Passamos a refletir sobre nossas escolhas, nossas renúncias e tudo aquilo que deixamos para depois. 

Cuidar do corpo vai além de ter uma vida saudável. É desenvolver a consciência dos nossos hábitos, compreender a importância da prevenção e reconhecer que pequenas escolhas diárias podem fazer diferença na nossa qualidade de vida. 

É também aprender a escutar os sinais do corpo, respeitar nossos limites e olhar com carinho para nossas emoções. Afinal, cuidar da saúde envolve não apenas o corpo físico, mas também a forma como lidamos com nossas experiências, nossos sentimentos e os desafios cotidianos. 

Nesse contexto, o Seven Healings surge como uma abordagem terapêutica integrativa que busca ampliar o olhar sobre os aspectos emocionais e os padrões que podem estar relacionados à forma como vivemos e nos sentimos. 

Por meio de um processo individualizado, a proposta é favorecer a percepção desses aspectos, sem que a pessoa precise necessariamente relatar em detalhes experiências dolorosas. 

Prevenir também é se conhecer, reconhecer o que precisa de atenção e buscar formas de cuidado que respeitem nossas necessidades. A Seven Healings pode fazer parte dessa jornada como um recurso complementar, sem substituir os cuidados médicos quando necessários. 

Porque cuidar de si não é apenas agir quando algo já não vai bem. É cultivar, todos os dias, uma relação mais consciente com o corpo, as emoções e a própria história. 

E, para finalizar, fica a pergunta: quem cuida de você enquanto você cuida de todos? 

Hoje pode ser um bom dia para começar a refletir sobre isso. 


Marcia Sebem — Terapeuta

Consultórios: São Mateus do Sul, Mallet e Porto União

Contato: (42) 98825-2136

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Fonte: Assessoria

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