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Papo de Especialista

A infância molda o adulto que você se tornou? Há padrões que você ainda não consegue ver

Entenda como experiências da infância podem influenciar autoestima, relacionamentos, decisões e comportamentos ao longo da vida.

Publicado em 03/08/2026 às 14:26

(Foto: Assessoria)

Hoje eu quero convidar você para uma reflexão.

Será que algumas das dificuldades que você enfrenta hoje começaram muito antes da vida adulta?

Você já reparou naquele adulto que precisa de validação constante, que não suporta críticas ou que, muitas vezes, sabota o próprio sucesso?

Essas características nem sempre fazem parte da personalidade. Muitas delas podem estar relacionadas a padrões emocionais construídos nos primeiros anos de vida.

Os primeiros anos da infância têm um papel muito importante no desenvolvimento emocional. As experiências vividas nessa fase podem influenciar a autoestima, a forma de lidar com as emoções, os relacionamentos, o trabalho e até a maneira como enfrentamos os desafios da vida.


Hoje quero compartilhar três situações muito comuns que podem deixar marcas emocionais e influenciar a vida adulta.

A primeira é quando a criança só recebe reconhecimento quando acerta.

Ela escuta frases como:

"Parabéns porque tirou nota dez."

Sem perceber, ela pode começar a acreditar que só merece amor e reconhecimento quando tem um bom desempenho.

O resultado é que, de forma inconsciente, ela passa a acreditar: "Preciso fazer tudo certo. Não posso errar para não decepcionar."

Na vida adulta, isso pode aparecer como uma necessidade constante de aprovação.

O amor fica condicionado ao desempenho, gerando uma dificuldade em sentir que a pessoa é suficiente.

São pessoas que têm dificuldade para descansar, sentem culpa quando não produzem, têm medo de errar e acreditam que precisam ser perfeitas para serem valorizadas.

Podemos refletir aqui sobre o motivo de tanto esforço e poucos resultados: a busca constante por reconhecimento.

A segunda situação acontece quando as emoções da criança são invalidadas.

Ela chora e ouve:

"Pare de chorar."

"Chega de fazer drama."

"Você está exagerando."

Com o tempo, aprende a esconder o que sente.

Na vida adulta, pode ter dificuldade para expressar suas emoções, dizer "não", estabelecer limites ou até identificar aquilo que realmente deseja.

Muitas vezes, aceita situações que a machucam porque aprendeu que seus sentimentos não eram importantes.

A terceira situação acontece quando a criança se sente desprotegida.

Nem sempre isso significa abandono.

Às vezes, ela cresceu em um ambiente de muitos conflitos, críticas constantes, traumas, ausência emocional ou precisou enfrentar situações difíceis sem se sentir acolhida.

Quando uma criança vive essa sensação de desproteção, ela aprende que precisa estar sempre alerta para evitar novas dores.

Na vida adulta, isso pode aparecer como dificuldade em confiar nas pessoas.

Ela sente que precisa controlar tudo.

Tem dificuldade para pedir ajuda.

Acredita que precisa resolver tudo sozinha.

Vive preocupada, mesmo sem um motivo aparente.

Mesmo quando o perigo já passou, o corpo continua reagindo como se ainda precisasse se defender.

Perceba que o objetivo não é culpar os pais.

Na maioria das vezes, eles fizeram o melhor que puderam com os recursos, a história e o conhecimento que tinham naquele momento.

O verdadeiro convite aqui não é encontrar culpados, mas compreender a nossa própria história.

Porque podem existir padrões que ainda não conseguimos enxergar e que continuam influenciando nossos relacionamentos, nossas escolhas e a forma como vivemos.

Se você deseja ampliar essa percepção e olhar para sua história com mais clareza, convido você a participar do nosso Grupo de Vivências Sistêmicas, que acontece em Mallet.

Será um espaço de acolhimento, consciência e novas percepções, onde cada participante é conduzido de forma individual, respeitando seu próprio tempo e movimento.

Uma experiência diferente dos grupos tradicionais, que permite olhar para aquilo que, muitas vezes, permanece invisível.

Quando reconhecemos esses padrões, abrimos espaço para fazer escolhas mais conscientes e construir novas formas de viver.

Esse é o propósito das Vivências Sistêmicas: trazer à luz aquilo que estava oculto, para que você possa seguir sua caminhada com mais leveza, amor e liberdade.


A terapeuta Marcia Sebem atende online e presencial em São Mateus do Sul, Mallet e União da Vitória

Fonte: Assessoria

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