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Papo de especialista

Dá para praticar esportes e ir à academia sem enxergar?

Ricardo Inclusivo explica como acessibilidade e orientação garantem autonomia na prática de atividades físicas.

Publicado em 28/07/2026 às 15:23
Atualizado em

(Foto: Assessoria)

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Eu sempre digo que incluir atividade física na rotina é investir em saúde, autonomia e qualidade de vida. E, para nós, pessoas com deficiência visual, isso também é uma realidade. Muita gente ainda acredita que uma pessoa cega não pode frequentar uma academia, mas isso não é verdade. Com acessibilidade e orientação adequada, é possível treinar com total segurança.

Na prática, tudo começa com um breve reconhecimento do espaço. Conhecer a disposição dos equipamentos, receber as orientações da equipe e aprender a utilizar corretamente cada aparelho faz toda a diferença. Depois disso, a atividade física se torna parte da rotina, trazendo benefícios para o corpo, para a mente e para a autoestima.

A academia deve ser um ambiente acolhedor e preparado para receber todas as pessoas. Quando existe inclusão, todos ganham. Afinal, o movimento é para todos.


Ricardo Angelino dos Santos, conhecido como Ricardo Inclusivo, é deficiente visual, vice-presidente da Igreja Batista Nova Vida e integrante da Adevivi (Associação dos Deficientes Visuais do Vale do Iguaçu). Morador de União da Vitória há 27 anos, atua na promoção da inclusão, acessibilidade e conscientização social por meio da informação e do diálogo.

Fonte: Assessoria

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