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Papo de especialista

Ricardo Inclusivo: organização financeira e o papel da minha esposa nessa jornada

Em um relato pessoal, Ricardo conta como a parceria com a esposa fortalece sua autonomia e ajuda a combater preconceitos.

Publicado em 22/07/2026 às 16:55

(Foto: Assessoria)

Muitas pessoas ainda têm a ideia equivocada de que uma pessoa cega não consegue administrar a própria vida financeira ou tomar decisões de forma independente. A realidade é diferente. Eu, junto com minha esposa, cuido da organização financeira da nossa família e também administramos nosso próprio negócio de doces. Fazemos planejamento, controle de gastos e tomamos decisões juntos, mostrando que a deficiência visual não limita a capacidade de organização e responsabilidade.

A tecnologia trouxe avanços importantes para a autonomia das pessoas com deficiência visual, mas a inclusão depende também de mudança de atitude da sociedade. Durante muitos anos, quando os recursos digitais eram mais limitados, já era possível desenvolver estratégias para organizar a rotina, trabalhar e participar ativamente da comunidade. O que precisamos é de oportunidades e acessibilidade, não de julgamentos baseados em preconceitos.

A informação é uma das principais ferramentas para combater barreiras. Quando a sociedade entende as capacidades das pessoas com deficiência, abre espaço para uma convivência mais justa e inclusiva. A inclusão acontece quando enxergamos a pessoa além da deficiência e reconhecemos sua autonomia, seus talentos e sua contribuição para a comunidade.


Ricardo Angelino dos Santos, conhecido como Ricardo Inclusivo, é deficiente visual, vice-presidente da Igreja Batista Nova Vida e integrante da Adevivi (Associação dos Deficientes Visuais do Vale do Iguaçu). Morador de União da Vitória há 27 anos, atua na promoção da inclusão, acessibilidade e conscientização social por meio da informação e do diálogo.

Fonte: Assessoria

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