Papo de especialista
Dor na relação e falta de lubrificação na menopausa são normais?
Muitas mulheres convivem com esses sintomas por acreditarem que são "normais da idade", mas há formas de tratá-los.
Publicado em 29/07/2026 às 15:27
Muitas mulheres acreditam que sentir dor durante a relação sexual ou perceber um ressecamento vaginal após a menopausa é algo que deve ser aceito como consequência natural do envelhecimento. Embora esses sintomas sejam comuns nessa fase da vida, eles não devem ser considerados normais, principalmente quando comprometem o bem-estar e a qualidade de vida.
Durante a menopausa, ocorre uma redução significativa da produção de estrogênio, hormônio responsável por manter a saúde dos tecidos da região íntima. Com essa diminuição, a mucosa vaginal torna-se mais fina, menos elástica e produz menos lubrificação natural. Como consequência, muitas mulheres passam a sentir ressecamento, ardor e dor durante a relação sexual.
Além do desconforto físico, esses sintomas podem afetar a autoestima, a intimidade do casal e até fazer com que muitas mulheres evitem as relações sexuais por medo da dor. Infelizmente, ainda é comum que essas queixas sejam vistas como “normais da idade”, levando muitas mulheres a sofrerem em silêncio.
A boa notícia é que existem tratamentos eficazes. A abordagem depende da avaliação individual e pode incluir mudanças de hábitos, uso de lubrificantes e hidratantes vaginais, terapia hormonal quando indicada pelo médico e fisioterapia pélvica. A fisioterapia atua na melhora da mobilidade e da elasticidade dos tecidos, no relaxamento da musculatura do assoalho pélvico quando necessário e no tratamento da dor, contribuindo para uma vida íntima mais confortável e saudável.
Quanto mais cedo a mulher buscar orientação, maiores são as chances de aliviar os sintomas e recuperar sua qualidade de vida. A menopausa representa uma nova fase da vida, mas ela não deve ser sinônimo de dor ou sofrimento.
Se você apresenta dor na relação, ressecamento vaginal ou qualquer outro desconforto íntimo, converse com um profissional de saúde. Existem tratamentos seguros e eficazes que podem fazer a diferença no seu dia a dia.
Por Ana Betto – Fisioterapeuta Pélvica
Fonte: Assessoria
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