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Papo de especialista

O corpo não esquece: como as memórias emocionais influenciam sua vida?

A terapeuta Marcia Sebem explica como memórias emocionais podem permanecer ativas e influenciar comportamentos, emoções e decisões ao longo da vida.

Publicado em 20/07/2026 às 15:11
Atualizado em

(Foto: Assessoria)

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Na semana passada conversamos sobre os escudos emocionais, aqueles mecanismos de proteção que o nosso corpo ativa diante de situações de grande impacto emocional segundo estudos comprovados.

Hoje vamos dar um passo além e entender por que algumas experiências continuam influenciando a nossa vida, mesmo muitos anos depois.

Você já percebeu que existem pessoas que vivem repetidamente situações de rejeição, abandono, dificuldades financeiras ou conflitos familiares?

Já reparou que, às vezes, basta uma palavra, um cheiro, uma música ou uma situação parecida com algo que vivemos no passado para despertar emoções intensas, como medo, tristeza, raiva ou ansiedade?

Isso acontece porque algumas experiências deixam registros profundos em nossa memória emocional.

Segundo a metodologia Seven Healings, o corpo registra não apenas aquilo que vivemos, mas também a forma como sentimos cada experiência.

Essas memórias podem permanecer ativas por muito tempo, influenciando nossas emoções, nossos comportamentos e até a maneira como reagimos às situações da vida.

É por isso que duas pessoas podem passar exatamente pela mesma experiência e responder de formas completamente diferentes. O que faz a diferença não é apenas o acontecimento, mas o significado emocional que ele teve para cada uma delas.

É como um computador. O corpo armazena informações durante toda a vida. Algumas fortalecem nossa capacidade de enfrentar desafios. Outras permanecem associadas a conflitos que ainda não foram elaborados.

E muitas dessas memórias podem ter origem na infância ou na vida intrauterina.

É justamente nos primeiros anos de vida que aprendemos a nos relacionar com o mundo, a interpretar as situações e a construir crenças sobre quem somos.

Quando uma criança cresce em um ambiente de críticas, abandono, rejeição, medo ou excesso de responsabilidades, ela pode aprender, desde muito cedo, a esconder seus sentimentos, agradar aos outros e colocar suas próprias necessidades em segundo plano para se sentir aceita e amada.

O tempo passa, mas esse aprendizado pode permanecer.

Por isso, muitos adultos sentem dificuldade em dizer "não", colocam sempre as necessidades dos outros em primeiro lugar, carregam culpa ao cuidar de si mesmos ou repetem padrões de sofrimento sem compreender sua origem.

Enquanto essas memórias continuam ativas, é comum que a pessoa repita situações semelhantes sem perceber.

Ela muda de emprego, mas encontra os mesmos conflitos.

Entra em um novo relacionamento e vive histórias parecidas.

Supera uma dificuldade, mas logo outra semelhante aparece.

Muitas vezes, não é falta de esforço. Pode existir uma memória emocional influenciando a forma como aquela pessoa interpreta e reage às experiências da vida.

A boa notícia é que essas memórias podem ser identificadas e liberadas, permitindo que o organismo compreenda que o perigo já passou  e já não precisa manter o mesmo padrão de proteção.

É justamente esse o objetivo da Seven Healings, auxiliar na identificação e na liberação dessas memórias emocionais, sem que a pessoa precise reviver o sofrimento ou contar detalhadamente toda a sua história, ou reviver um trauma. Método desenvolvido pela Dra. Roberta Rocco, reconhecido pelo MEC

Por isso, cuidar das emoções também é uma forma de cuidar da saúde e ganhar mais qualidade de vida.

E antes de encerrar, deixo uma reflexão para você:

O passado faz parte da nossa história, mas ele não precisa determinar o nosso futuro.


A terapeuta Marcia Sebem atende online e presencial em São Mateus do Sul, Mallet e União da Vitória

Fonte: Assessoria

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