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Papo de Especialista

Por que esperamos que pessoas com deficiência sejam sempre uma “lição de vida”?

Ricardo Inclusivo explica por que inclusão de verdade também significa ter direito a errar, reclamar, ter dias ruins e simplesmente viver.

Publicado em 25/08/2026 às 12:59
Atualizado em

(Foto: Assessoria)

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Você já percebeu como, muitas vezes, a sociedade espera que uma pessoa com deficiência seja uma verdadeira “lição de vida”?

Quando alguém é cego, por exemplo, existe uma expectativa de que essa pessoa precise estar sempre superando desafios, inspirando os outros e mostrando força.

Mas ninguém quer carregar esse peso o tempo todo.

Uma pessoa com deficiência também tem direito a ter um dia ruim, cometer erros, mudar de ideia, reclamar, se frustrar e simplesmente viver a vida como qualquer outra pessoa.

Inclusão de verdade não é aplaudir alguém por fazer algo básico.

É garantir acessibilidade, autonomia e oportunidades para que cada pessoa possa viver sem precisar provar, o tempo inteiro, que merece estar ali.

Somos diferentes em algumas coisas, é verdade.

Mas somos iguais no direito de escolher, de errar, de sonhar e de simplesmente sermos quem somos.


Ricardo Angelino dos Santos, conhecido como Ricardo Inclusivo, é deficiente visual, vice-presidente da Igreja Batista Nova Vida e integrante da Adevivi (Associação dos Deficientes Visuais do Vale do Iguaçu). Morador de União da Vitória há 27 anos, atua na promoção da inclusão, acessibilidade e conscientização social por meio da informação e do diálogo.

Fonte: Assessoria

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