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Papo de especialista

Acessibilidade não é só rampa: o que ainda falta para incluir de verdade?

Ricardo Inclusivo aborda como a inclusão depende de mudanças que vão além da infraestrutura.

Publicado em 08/07/2026 às 14:26
Atualizado em

(Foto: Assessoria)

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Quando eu falo em acessibilidade, muita gente pensa logo em uma rampa ou em um elevador. E, claro, esses recursos são importantes. Mas eles representam apenas o começo.

A verdadeira acessibilidade vai muito além da estrutura física. Ela significa garantir que todas as pessoas possam participar, compreender, se comunicar e ocupar os mesmos espaços com autonomia e respeito.

Pense comigo: de que adianta uma rampa na entrada se a informação não é acessível? Se um vídeo não tem legendas, se uma imagem não tem descrição para quem não enxerga ou se o ambiente ainda é marcado por preconceitos e olhares de pena?


A inclusão acontece quando deixamos de enxergar a acessibilidade como uma obrigação técnica e passamos a entendê-la como um direito. Isso exige mudanças na forma como produzimos conteúdo, oferecemos serviços e, principalmente, na maneira como olhamos para o outro.

Uma rampa pode abrir caminho para uma cadeira de rodas. Mas é a inclusão que abre portas para as pessoas.

Acessibilidade não é um gesto de boa vontade, nem um favor. É um direito de todos e um compromisso que precisa fazer parte da nossa sociedade.


Ricardo Angelino dos Santos, conhecido como Ricardo Inclusivo, é deficiente visual, vice-presidente da Igreja Batista Nova Vida e integrante da Adevivi (Associação dos Deficientes Visuais do Vale do Iguaçu). Morador de União da Vitória há 27 anos, atua na promoção da inclusão, acessibilidade e conscientização social por meio da informação e do diálogo.

Fonte: Assessoria

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